Minha trajetĂłria com o desenho começou de verdade recentemente, principalmente porque eu estava pensando em fazer minha primeira tatuagem e fiquei obcecada pelo estilo tradicional old school. Comecei a criar tattoo-flashes no meu iPad e virei aquele tipo rarĂssimo de artista que se sente mais confortável desenhando no digital. Toda vez que eu pegava um papel e olhava aquele mar de possibilidades branco (sem dois toques pra apagar ou liquify para corrigir minhas proporções), eu congelava.
PorĂ©m, conforme fui me aprofundando na minha jornada artĂstica, percebi que nĂŁo tinha pra onde fugir: eu precisava desenhar e pintar na vida real. NĂŁo sĂł por uma questĂŁo de arcabouço tĂ©cnico, mas porque surgiu em mim uma vontade imensurável de experimentar novos materiais e criar diferentes tipos de arte.
Dito tudo isso, já faz um tempo que eu tento praticar desenho de forma mais consistente. Mas toda vez que preciso desenhar algo que nĂŁo seja natureza-morta, o resultado vira um desastre em termos de proporção e perspectiva. Eu sempre acabo desenhando meninas (lindas!) porĂ©m cabeçudas, como se elas tivessem saĂdo diretamente de Megamente.
Depois de alguns surtos e intermináveis tutoriais no YouTube, finalmente decidi sentar e aprender com alguĂ©m que realmente entende do assunto. Comprei o livro do Michael Hampton — Figure Drawing. Ele Ă© incrĂvel e me fez enxergar o processo de estudar desenho de uma forma completamente diferente.
Enfim, comecei a fazer exercĂcios diários:

esses eu me desafiei a desenhar em menos de 2 minutos cada

podem não ser bonitos, mas pelo menos os bixinhos dançam!!
Fiquei impressionada com o quanto Ă© difĂcil fazer esqueletos com movimento e equilĂbrio. No livro, o Michael diz:
“Considere o gesto (desenho gestual) como sua forma animada de capturar a liricidade de toda a figura. Faça o seu melhor para manter a fluidez do gesto, mas ainda inclua a mecânica (esqueleto, anatomia, perspectiva) para dar veracidade Ă figura como um todo.”
Ele continua e fala sobre perspectiva, movimento, proporção… basicamente listando todos os meus maiores pesadelos atuais. Estou escrevendo esse artigo aqui para documentar minha evolução no desenho de figuras e corpos!
Por enquanto eles ainda estão xoxos, mancos e capengas, mas espero que, com a prática diária, eu possa compartilhar personagens de verdade aqui muito em breve!
É importante desmistificar essa ideia de que Arte Ă© “talento”. Claro que algumas pessoas podem ter algo “quĂŞ” a mais dentro delas que torna o processo talvez mais fácil, mas a Ăşnica forma de melhorar suas artes e habilidades Ă©:
Praticar.
Praticar mais um pouco.
Praticar muito mais do que isso.
Estudar um pouco…
e depois praticar ainda mais!
EntĂŁo esse Ă© meu objetivo por agora. Espero que no prĂłximo artigo eu consiga compartilhar esqueletos mais evoluĂdos. Obrigada por ler atĂ© aqui, e bis bald! Tchauzinho 🧚🏼‍♀️